Profissão: feliz instrutora de yoga

É oficial. No dia 31 de Julho deste ano dei por terminada a minha 'carreira' na área do design gráfico na imprensa. Foram mais cerca de 15 anos.

Com este fim dei por mim a olhar para trás, em género de balanço, e fiquei satisfeita com o que vi. Nestes 15 anos tive a oportunidade de trabalhar onde quis, mudei sempre que quis e fui brindada com projectos incríveis, como foi o caso do jornal i.

Neste percurso conheci muita gente e tive a sorte de ficar com amigos incríveis. Foi também neste cenário que conheci o meu gajo. Deu em casório, vejam só.

Sofri algumas vezes mas fui muito feliz a maior parte do tempo. Hoje olho para trás e acho uma loucura o tipo de vida que levei mas não me arrependo de nada. Sou grata pelo que foi e acima de tudo sou grata por ter terminado na altura certa e no momento certo. Para mim.

Não fecho totalmente a porta a esta área porque está-me no sangue, não consigo evitar mas, redações: nunca mais! E agora também sou feliz por isso.

Quando adoeci andei louca a imaginar o que seria a minha vida profissional a partir dali. Dá um vazio. Como se a nossa profissão fosse o que nos definisse. Hoje sinto que isso é um disparate mas reconheço que faz parte do caminho.

Foi a doença que me deu a oportunidade de dar voz a um sonho antigo - dá que pensar, não dá? E portanto hoje, oficialmente, a minha profissão é: instrutora de yoga. E estou desejosa de preencher isso num qualquer impresso que haja por aí.

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Engraçado. Agora que estou a dar conta disso, conforme escrevo aqui, sinto uma felicidade imensa... A vida de facto não pára.